Proposta de instalação de um museu inovador no Moinho Melatti, em Fagundes Varela (RS): preservação e reúso de uma edificação histórica
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v15i1.3136Palavras-chave:
museu, tecnologias, exposição, acessibilidade, valores, turismo ruralResumo
A edificação do Moinho Melatti, em Fagundes Varela (RS), está em desuso desde 2012, no entanto a família – em especial o proprietário, Egydio Melatti – zela pelo local diariamente, mantendo os ambientes e o maquinário em ótimo estado de conservação. O sítio histórico, composto por cinco edificações, é um lugar de memória e pode, em suas paredes, alojar documentos, objetos – como máquinas, móveis –, arte e artefatos, de modo a expor a história local, que conota economia e história regional e social a estudantes, moradores e visitantes. Diante disso, o objetivo deste estudo é apresentar soluções para a adequação desse espaço histórico a museu, utilizando os recursos já disponíveis na edificação, a fim de preservar e divulgar a história local. O espaço pós-transformado pode fomentar o turismo rural, com base nos autores Funari e Pinsky (2001), já que a localidade está fora da área urbana de Fagundes Varela. Quanto à metodologia, trata-se de um estudo de caso que inicialmente aborda o conceito de museu fundamentado em bibliografias específicas, como Santos (2000), que também descreve métodos de aplicação em museus, Choay (2001), Poulot (2009) e Nora (1993), autor este que trata sobretudo de lugares de memória. Com base na bibliografia de Riegl (2016) e Barranha (2016), são destacados os principais valores patrimoniais necessários para garantir a autenticidade e evidenciar a importância da exposição de objetos e de edificações históricas que preservam saberes técnicos de épocas passadas. Após, são apresentados os motivos para existirem museus físicos em detrimento dos itinerantes. A compreensão e a visitação de tais espaços são entendidas por meio do trânsito livre e universal. O estudo, em especial, dedica-se à acessibilidade e às indicações contidas na política de inclusão de Tojal (2015). Para a viabilidade das intervenções na edificação, descrevem-se algumas diretrizes das cartas patrimoniais, principalmente as direcionadas à salvaguarda de patrimônio industrial. Finaliza-se o trabalho com propostas de transformação e de viabilidades práticas para o novo uso, a sustentabilidade da atividade e a consequente conservação da edificação e do entorno para as novas gerações. O espaço é uma narrativa viva das atividades industriais do século passado.

