Quando a fábrica vira museu: entre o novo uso, a função social e as memórias do trabalho
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v15i1.2841Palavras-chave:
Museus de Arte, Patrimônio Industrial, Arquitetura Industrial, Museologia Social, Memória do trabalhoResumo
O artigo discute, por meio de um estudo crítico e quantitativo, o reúso do patrimônio industrial nacional em museus de arte. Os novos usos de tais edificações nessa configuração evidenciam questões não apenas técnicas e arquitetônicas, mas também sociais, culturais e simbólicas. Um levantamento na base de dados do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) realizado em 2024 identificou a existência de seis museus de arte instalados em antigos ambientes de fábrica e situados em diferentes cidades do país. Em associação com a questão patrimonial particular desses casos de reúso de ambiente fabril e as prerrogativas da museologia social, o estudo chama atenção para o compromisso dessas instituições em promover discursos sociais abrangentes, igualitários e que integrem as identidades das comunidades e das famílias operárias que ali trabalharam. A pesquisa destaca a relevância do desempenho efetivo das frentes patrimoniais, culturais e comunais nesses museus, tanto pelo reúso de sua arquitetura como pelas diferentes propostas de ações institucionais, potencializando discursos de teor coletivo e manifestando o compromisso social do patrimônio industrial readaptado à finalidade cultural e museal.

