Entre a pedra, a cal e as práticas: a Igreja de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba e os novos horizontes do patrimônio cultural em Magé (RJ)
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v15i1.2823Palavras-chave:
patrimônio cultural, igrejas históricas, Magé, práticas culturais, memória coletivaResumo
Este artigo analisa a Igreja de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, localizada em Magé (RJ), problematizando as concepções de patrimônio cultural que privilegiam exclusivamente a materialidade monumental. Pretende compreender como os processos sociais, as práticas culturais e as dimensões imateriais, como ritos, narrativas orais e pertencimento comunitário, atribuem significado ao templo, mantendo-o vivo como lugar de memória. A pesquisa fundamenta-se em revisão bibliográfica e análise documental, articulando as teorias contemporâneas de patrimônio cultural com o estudo do caso fluminense. Os resultados indicam que a preservação da igreja requer a salvaguarda das práticas e sentidos partilhados pelas comunidades locais, superando a visão monumentalista. O artigo conclui que estratégias de gestão compartilhada e turismo religioso sustentável podem garantir a valorização do patrimônio vivo e ampliar o reconhecimento social do bem.

