Convergência, performance e memorial: ações no sítio do trauma na boate Kiss (Santa Maria – RS)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21726/rcc.v14i2.2622

Palavras-chave:

memória, trauma, memorialização, boate Kiss, desastre, tragédia de Santa Maria

Resumo

Este estudo aborda como desastres, memórias traumáticas e performances memoriais no espaço público consolidam discussões em diferentes localidades, usando como caso o incêndio na boate Kiss, ocorrido em 27 de janeiro de 2013 em Santa Maria, Rio Grande do Sul. A pesquisa enfatiza o papel da fachada do prédio e da Rua dos Andradas no trabalho de “memória da ocorrência”. Para refletir sobre o assunto, o trabalho dialoga com literatura interdisciplinar e registros documentais de dois jornais locais, coletados no Arquivo Histórico Municipal de Santa Maria (AHMSM). A metodologia de análise de conteúdo permitiu identificar, organizar e selecionar materiais que retratam ações na Rua dos Andradas. Foram criadas diferentes categorias de análise, e focou-se na “Categoria 1 – Prédio da boate Kiss”, investigando 29 matérias dos jornais A Razão e Diário de Santa Maria no primeiro mês após o incêndio. Buscou-se entender as condições de produção das mobilizações no espaço público, destacando o comportamento de convergência, que se refere a um direcionamento social para os locais relacionados a desastres. O texto compara comportamentos convergentes em Santa Maria com casos como o 11 de setembro de 2001 e atentados em Madri em 2004. As performances memoriais expressaram sentimentos e reminiscências, sendo influenciadas por transformações estruturais nas sociedades e pela globalização e transnacionalização da memória. A pesquisa avaliou como as sociedades contemporâneas representam seus traumas e os diversos processos de memorialização que surgem em resposta a tais eventos traumáticos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Dani Marin, Nemplus-UFPel

Mestra em Memória Social e Patrimônio Cultural pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Museóloga
egressa da mesma universidade. Pesquisadora de dinâmicas de respostas comunitárias em desastres.
Membro do Núcleo de Estudos sobre Memória e Patrimônio em Lugares de Sofrimento (NEMPLuS) do
Programa de Pós-Graduação em Memória Social e Patrimônio Cultural (PPGMP) da UFPel.

Juliane Conceição Primon Serres, Universidade Federal de Pelotas


Doutora em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), mestra em Museologia pela
Universidad de Granada – Espanha, mestra em História pela Unisinos e bacharelada e licenciada em História pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Professora associada na UFPel. Docente permanente no PPGMP e no Departamento de Museologia, Conservação e Restauro.

Downloads

Publicado

2025-12-02

Como Citar

Amparo Rangel, D. M., & Juliane Conceição Primon Serres. (2025). Convergência, performance e memorial: ações no sítio do trauma na boate Kiss (Santa Maria – RS). Revista Confluências Culturais , 14(2), 65–84. https://doi.org/10.21726/rcc.v14i2.2622

Edição

Seção

Artigos de Fluxo Contínuo