Falar alemão após a Nacionalização: silenciamento, memória e identidade (1946-1970)

Autores

  • André Procópio Gomes UDESC

DOI:

https://doi.org/10.21726/rcc.v14i1.2609

Palavras-chave:

História do Tempo Presente, memória,, racismo, língua alemã

Resumo

A língua alemã lidou com um processo de silenciamento durante a ditadura do Estado Novo, porém sua prática orgânica não foi extirpada. Assim que a Segunda Guerra acabou e a democracia foi estabelecida no Brasil, foram empreendidos esforços pela sua retomada e manutenção. Elemento central para a justificativa de uma identidade alemã, observamos nas décadas seguintes ao pós-guerra uma diminuição de seu exercício, mas não do sentimento de distinção identitária. É por meio da história da língua alemã no Brasil após a Segunda Guerra que podemos compreender as transformações identitárias ocorridas numa parcela da população que insiste em se justificar distinta do restante do Brasil, tomando como caso a região de Blumenau entre as décadas de 1940 e 1970. Neste artigo pretende-se desenvolver uma análise ampla em torno das rupturas e continuidades identitárias enquanto “ser alemão”, tendo como base uma história da língua alemã na região de Blumenau após a Campanha de Nacionalização do Estado Novo. 

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Biografia do Autor

André Procópio Gomes, UDESC

Doutor em História do Tempo Presente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Professor
permanente do quadro de ensino básico do estado de Santa Catarina e professor colaborador no Departamento de História da Udesc.

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Publicado

2025-08-15

Como Citar

Gomes, A. P. (2025). Falar alemão após a Nacionalização: silenciamento, memória e identidade (1946-1970). Revista Confluências Culturais , 14(1), 192–208. https://doi.org/10.21726/rcc.v14i1.2609

Edição

Seção

v. 14 n. 1 (2025): 80 anos do final da Segunda Guerra Mundial: memória, história e patrimônios