Falar alemão após a Nacionalização: silenciamento, memória e identidade (1946-1970)
DOI:
https://doi.org/10.21726/rcc.v14i1.2609Palavras-chave:
História do Tempo Presente, memória,, racismo, língua alemãResumo
A língua alemã lidou com um processo de silenciamento durante a ditadura do Estado Novo, porém sua prática orgânica não foi extirpada. Assim que a Segunda Guerra acabou e a democracia foi estabelecida no Brasil, foram empreendidos esforços pela sua retomada e manutenção. Elemento central para a justificativa de uma identidade alemã, observamos nas décadas seguintes ao pós-guerra uma diminuição de seu exercício, mas não do sentimento de distinção identitária. É por meio da história da língua alemã no Brasil após a Segunda Guerra que podemos compreender as transformações identitárias ocorridas numa parcela da população que insiste em se justificar distinta do restante do Brasil, tomando como caso a região de Blumenau entre as décadas de 1940 e 1970. Neste artigo pretende-se desenvolver uma análise ampla em torno das rupturas e continuidades identitárias enquanto “ser alemão”, tendo como base uma história da língua alemã na região de Blumenau após a Campanha de Nacionalização do Estado Novo.

