RACISMO AMBIENTAL NA MODA: O LIXO TÊXTIL COMO UMA NOVA FORMA DE COLONIZAÇÃO

Autores

  • Maria Eloisa de Jesus Conceição
  • Jorge Roberto Lopes Santos
  • Cláudio Freitas Magalhães
  • Carlo Franzato
  • Lia Moreira Astudillo Poblete

DOI:

https://doi.org/10.21726/pl.v7i1.2361

Palavras-chave:

moda; resíduos têxteis; racismo ambiental; economia circular; ecologia decolonial.

Resumo

O Brasil é um dos líderes em produção de têxteis e confeccionados, mas não apresenta atividade significativa na reciclagem desses produtos. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o país descarta, anualmente, mais de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis. O impacto ambiental e social resultante dessa prática é uma forma de racismo ambiental, já que o resíduo têxtil acumulado nos lixões e aterros sanitários provoca tragédias que afetam as populações vulnerabilizadas, predominantemente, pretas e pardas, que vivem em áreas de risco com pouco ou nenhum acesso a saneamento básico. A adoção de abordagens de economia circular pode ajudar a reduzir o descarte irregular do material e promover inovação localmente. O presente artigo situa a questão dos resíduos têxteis sob a perspectiva do racismo ambiental, tecendo articulações para imaginar cenários, baseados em estratégias de circularidade que minimizem o descarte e considerem formas de reparar as comunidades prejudicadas.

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Publicado

2024-06-18

Como Citar

MARIA ELOISA DE JESUS CONCEIÇÃO; JORGE ROBERTO LOPES SANTOS; CLÁUDIO FREITAS MAGALHÃES; CARLO FRANZATO; LIA MOREIRA ASTUDILLO POBLETE. RACISMO AMBIENTAL NA MODA: O LIXO TÊXTIL COMO UMA NOVA FORMA DE COLONIZAÇÃO. Plural Design, Joinville, SC, Brazil, v. 7, n. 1, p. 59–69, 2024. DOI: 10.21726/pl.v7i1.2361. Disponível em: https://periodicos.univille.br/PL/article/view/2361. Acesso em: 13 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos