Avaliação e comparação da rugosidade de superfície de diferentes tipos de resinas antes e após tratamento com jato de glicina, carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio: um estudo in vitro
DOI:
https://doi.org/10.21726/rsbo.v22i2.2926Palavras-chave:
resina; jato profilático; rugosidade de superfície.Resumo
O uso de jatos para profilaxia é uma prática que vem se difundindo na clínica odontológica. A praticidade, em comparação a outros métodos profiláticos, traz benefícios ao profissional e paciente. Objetivo: Avaliar a performance dos três produtos mais utilizados na atualidade para a promoção de profilaxia dental pelo uso do jato (glicina, carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio), sobre corpos de prova fabricados em diferentes resinas compostas. Material e métodos: Foram selecionadas resinas compostas nanoparticuladas (fluida e pasta) e resinas micro-híbridas de incremento único (fluida e pasta). Confeccionaram-se nove corpos de prova, de 2 mm por 11.5 mm, de cada resina citada, totalizando 36 espécimes, que após o processo de polimento tiveram uma parte de sua superfície isolada para que não houvesse contato com o jato profilático (grupo controle). Foram divididos em três grupos: três exemplares de cada resina foram submetidos ao jato profilático com glicina (grupo G), três ao jato profilático com carbonato de cálcio (grupo CC) e três ao jato profilático com bicarbonato de sódio (grupo BS). O jato foi aplicado a uma distância de 5 mm durante 5 segundos, em pressão de 2 bar em todos os espécimes. Logo após foram lavados em água corrente por 5 segundos, para a retirada de resíduos, e acondicionados em recipientes com água destilada, detidamente categorizados conforme o grupo e armazenados em temperatura de 25ºC. Depois do processo de jateamento e lavagem, cada amostra foi submetida a avaliação em um rugosímetro (SJ-210, Mitutoyo, Tóquio, Japão). Executaram[1]se sete leituras em cada corpo de prova, seis leituras na superfície não isolada e que teve contato com o jato profilático (grupo teste) e uma na parte do corpo de prova que foi isolada, não recebendo tratamento em sua superfície (grupo controle). Resultados: Os resultados numéricos obtidos em cada leitura foram inseridos em uma tabela e efetuou-se média aritmética. Com base nas médias obtidas foi possível concluir que a glicina é o material que menos ocasionou diferença na rugosidade de superfície das resinas testadas, seguida do carbonato de cálcio e bicarbonato de sódio. Conclusão: Todos os pós testados são capazes de provocar alterações na superfície das resinas, independentemente de sua apresentação (pasta ou flow). O grupo glicina é menos agressivo; o grupo bicarbonato de sódio, o mais agressivo. O grupo carbonato de cálcio é intermediário aos dois concorrentes, embora sua agressividade se assemelhe mais ao bicarbonato de sódio.