Longevidade clínica das facetas diretas e indiretas em resina composta em dentes anteriores: uma revisão sistemática
DOI:
https://doi.org/10.21726/rsbo.v22i2.2915Palavras-chave:
facetas dentárias; resinas compostas; sobrevida.Resumo
As resinas compostas têm se tornado o principal material de escolha para as restaurações estéticas. Elas agregam ótimos resultados com a preservação de tecidos dentários, por meio de técnicas mais conservadoras. Objetivo: Identificar se existe diferença nas taxas de sobrevivência entre facetas de resina composta diretas e indiretas em dentes anteriores. Material e métodos: Identificar se existe diferença na taxa de sobrevida entre facetas diretas e indiretas em resina composta em dentes anteriores. O protocolo deste estudo foi registrado no Registro Prospectivo Internacional de Revisões Sistemáticas em Curso (Prospero). Os estudos clínicos que compararam a taxa de sobrevida de facetas diretas e indiretas em resina composta em dentes anteriores foram incluídos. Além disso, consideraram-se estudos clínicos retrospectivos, prospectivos e ensaios clínicos randomizados. Estudos clínicos randomizados que utilizaram resinas experimentais foram excluídos. A busca dos estudos foi realizada sem restrição de ano ou idiomas, mediante as bases de dados PubMed, Embase e Cochrane. Resultados: No total, 50 artigos foram encontrados; destes, selecionaram-se cinco para a análise de acordo com os critérios de elegibilidade. Com base nos resultados desta revisão sistemática, a maioria dos estudos incluídos demonstrou uma maior taxa de sobrevida para as restaurações diretas. Em ambas as técnicas, os motivos mais comuns de falhas das restaurações foram desunião e fratura para grande parte das pesquisas. Os estudos incluídos relataram alta heterogeneidade metodológica, tornando impossível a realização da análise quantitativa dos dados. Conclusão: As restaurações diretas em dentes anteriores parecem apresentar uma longevidade maior quando comparadas às indiretas, com maiores taxas de sobrevida.