Restauração ecológica com base em poleiros remanescentes em pastagens abandonadas no Parque Nacional da Serra do Itajaí – Santa Catarina, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.21726/abc.v13i2.2937Resumo
A restauração de áreas degradadas demanda modelos para facilitar a regeneração florestal sem comprometer a biodiversidade. Este estudo buscou avaliar o potencial, como estratégia de restauração ecológica, do uso de poleiros naturais remanescentes (árvores vivas) e poleiros secos (árvores mortas) em pastagens no Parque Nacional
da Serra do Itajaí, Santa Catarina. Entre janeiro e dezembro de 2015, em uma faixa de 50 m de cada lado da estrada geral que corta a área de estudo, foram avaliados 55 poleiros vivos e 49 poleiros secos. Definiu-se uma área de influência de 4 m² para ambos os modelos de poleiro. Foram identificadas 11 espécies sob o dossel dos poleiros vivos, com Myrsine coriacea ((Sw.) R.Br.) sendo a mais abundante, respondendo por 287 indivíduos (72%). Sob os poleiros secos, registraram-se cinco espécies, totalizando 111 plantas, com M. coriacea novamente como a mais abundante (40%). Zoocoria foi a síndrome de dispersão predominante, bem como espécies arbóreas e arbustivas como forma de vida, abrangendo pioneiras e secundárias nas categorias sucessionais. Como pontos de nucleação que aumentam a complexidade ambiental, os dois modelos de poleiros são recomendados em programas de restauração ecológica, pois facilitam a chegada e o estabelecimento de espécies florestais via dispersão zoocórica.