Conduta clínica e tratamento de duas lesões bucais em paciente diabética: relato de caso

  • Jeferson Luis de Oliveira Stroparo
  • Gabriel Camargo de Oliveira
  • Gabriel Cardoso Machado Kusma
  • Luciana Aparecida de Oliveira Pereira Lyra
  • Alexandre Domingues Teixeira Neto
  • Tatiana Miranda Deliberador
Palavras-chave: diabetes mellitus; hiperplasia; fibroma.

Resumo

Lesões hiperplásicas intraorais são de comum diagnóstico no dia a dia do cirurgião-dentista. Mesmo que pareçam inofensivas, podem apresentar potencial de malignidade, tornando necessários uma minuciosa anamnese e um bom exame clínico. Neste o profissional deve chegar à correta intervenção, na qual muitas vezes se faz preciso uma biópsia. Objetivo: Demonstrar a conduta clínica e o tratamento de duas lesões bucais em paciente diabética. Relato de caso: A paciente MNV, 59 anos, sexo feminino, diabética, procurou tratamento para doença periodontal. Durante o exame clínico, observaram-se duas lesões em mucosa jugal presentes havia mais de duas semanas. Foram solicitados os exames de sangue da paciente, os quais apresentaram valor de glicemia de 139 mg/dL.F e de hemoglobina glicada de 6,5%. Como essas lesões estavam presentes na cavidade bucal da paciente havia mais de duas semanas e por causa da sua dimensão, foram avaliados os riscos e benefícios do procedimento. Com isso, o tratamento proposto foram a biópsia excisional de ambas as lesões e o envio para análise histopatológica. Resultados: O resultado da análise da lesão da mucosa jugal do lado esquerdo, com 7 mm em seu maior diâmetro, foi fibroma oral com ausência de alterações citopáticas virais e/ou malignidade. Conforme análise da lesão da mucosa jugal do lado direito, com 2,5 mm em seu maior diâmetro, foi provável ectopia/grânulo de Fordyce com ausência de alterações citopáticas virais e/ou malignidade. Conclusão: A excisão das lesões, conforme a literatura, é indicada quando há indício de malignidade e/ou queixa do paciente que procura o cirurgião-dentista com a dúvida da lesão persistente. No caso descrito, não ocorreram recidivas no acompanhamento de 180 dias.

Publicado
2021-12-01
Seção
Artigos de Relato de Caso