Avaliação do conhecimento sobre saúde bucal e sua relação com a transmissibilidade de doenças dos preparadores de alimentos/merendeiras de escolas de Curitiba (PR)

  • Schirlei Lehmann Barros
  • Liliane Roskamp
  • Maria Carolina Botelho Pires de Campos
  • Rafaela Martins de Farias
  • Jeferson Luis de Oliveira Stroparo
  • Natanael Henrique Ribeiro Mattos
  • Camila Paiva Perin
Palavras-chave: educação em saúde bucal; merendeiras; autocuidado; doença cárie.

Resumo

O autocuidado em saúde bucal dos preparadores de alimentos/merendeiras pode ser considerado um fator de grande importância para garantir a saúde bucal das crianças que consomem os alimentos por eles preparados. É de suma importância que esses profissionais, que atuam na instituição escolar, estejam capacitados e atentos à adoção de práticas de higiene bucal, evitando a proliferação de doenças bucais. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi avaliar o conhecimento sobre saúde bucal e sua relação com a transmissibilidade de doenças dos preparadores de alimentos/ merendeiras de escolas de Curitiba (PR), observando se suas ações trazem maior possibilidade de causar danos à saúde bucal das crianças das escolas/creches da cidade. Material e métodos: Da amostra, constaram 60 merendeiras, as quais responderam a questionários durante seu período normal de trabalho. A maior parte das merendeiras (68% da amostra) afirmou não ter o conhecimento sobre como evitar a doença cárie, reforçando a necessidade de educação em saúde bucal. Na questão da transmissibilidade da doença cárie e demais doenças bucais para as crianças, 72% delas alegaram que não podem transmitir nem/ou influenciar na doença cárie, evidenciando a falta de informação sobre o processo de transmissibilidade das doenças bucais. A questão do autocuidado em saúde bucal se torna fundamental para um programa preventivo em saúde. Resultados: Do total, 95% das merendeiras relataram nunca ter participado de reuniões organizadas pela escola/creche abordando o tema saúde bucal, uma vez que essas reuniões nunca ocorreram. Percebeu-se claramente que há falta de informação no sistema de ensino em geral. Quanto à necessidade de tratamento odontológico, 65% disseram precisar de tratamento. Essa informação reforça a importância do autocuidado de saúde bucal, mesmo quando esses profissionais não relatam um real impedimento em buscar atendimento odontológico. Conclusão: Quando bem informadas sobre o assunto de educação em saúde bucal, as merendeiras podem desenvolver atividades preventivas que buscam alcançar os conhecimentos, as atitudes e as práticas desejáveis.

Publicado
2021-12-01
Seção
Artigos Originais de Pesquisa