Potencial antimicrobiano do extrato etanólico da casca de Stryphnodendron barbatimam (Mart.) ante microrganismos de interesse médico-odontológico

  • João Paulo Cristovam Leite Santos
  • Isaías Clécio Maurício dos Santos
  • Taysnara Ismaeley de Andrade
  • Talita Camila Evaristo da Silva Nascimento
  • Rosângela Estevão Alves Falcão
  • Keila Aparecida Moreira
  • Patrícia Lins Azevedo do Nascimento
Palavras-chave: barbatimão; anti-infecciosos; produtos biológicos.

Resumo

A busca por substâncias antimicrobianas é constante. Os extratos de plantas são a base da medicina popular há séculos, e o Stryphnodendron barbatimam, conhecido como barbatimão, é bastante encontrado nas regiões secas do Brasil e utilizado com fins medicinais. Objetivo: Avaliar o potencial antimicrobiano do extrato etanólico da casca de Stryphnodendron barbatimam (Mart.) ante 25 microrganismos, entre bactérias, leveduras e culturas mistas da cavidade oral. Material e métodos: Placas de 96 poços foram usadas para determinar a concentração inibitória mínima (CIM). Uma solução estoque do extrato foi preparada com dimetilsulfóxido e água (1:1), e as concentrações, variando de 31,5 a 500 µg/mL, foram diluídas em água. Cem microlitros de extrato foram pipetados nos poços, juntamente com 10 mL de inóculo padronizado em 108 unidades formadoras de colônias/mL e 90 mL de meio de cultura. Os testes foram realizados em triplicata. A CIM foi definida como a menor concentração que inibiu o crescimento de microrganismos. Como revelador da reação, 30 µL de resazurina a 0,02% foi pipetado, e após 2 horas de incubação se constatou a presença de células viáveis pela alteração na cor dos poços. Subculturas dos poços que não apresentaram crescimento visível foram replicadas em placas de Petri contendo meio de cultura sólido. Após 24 horas, o potencial antimicrobiano foi observado. Resultados: O extrato de S. barbatimam inibiu o desenvolvimento de todos os microrganismos testados, com valores de CIM variando de 62 a 250 µg/mL. Conclusão: Foi confirmado o potencial antimicrobiano do extrato etanólico de S. barbatimam, o que justifica novos estudos sobre sua toxicidade, para que testes subsequentes in vivo possam ser realizados.

Publicado
2021-06-28
Seção
Artigos Originais de Pesquisa