O ensino de Química e a cultura afro-brasileira e africana: ação docente e compromisso social

Stephany Petronilho Heidelmann, Joaquim Fernando Mendes da Silva, Gabriela Salomão Alves Pinho

Resumo


A promulgação da Lei Federal n.º 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todos os estabelecimentos de ensino no Brasil, representa uma possibilidade de contemplar no currículo escolar momentos de valorização e reconhecimento cultural, colaborando para a desconstrução do mito da igualdade social e do eurocentrismo. Partindo de tal pressuposto, este trabalho apresenta e analisa os resultados obtidos com a aplicação de uma proposta metodológica a alunos da educação básica, licenciandos em Química e professores de Química, em que foram abordadas questões sociais que perpassam a Guerra no Congo e a exploração do minério coltan, na África, numa perspectiva problematizadora, discutindo a função social do ensino em tal contexto e desmistificando abordagens neutras e positivistas da ciência. Dessa forma, realiza-se uma análise qualitativa dos discursos e das percepções dos participantes ao longo das aplicações, problematizando-os em eixos de discussão. Os resultados apontam a importância não só de trabalhar com temas sociais afro-brasileiros e africanos de forma culturalmente guiada, integrando-os com aspectos químicos, como também a necessidade de repensar a formação de professores como um espaço profícuo à construção da identidade docente, pautada pela ética e necessidade de tornar os estudantes cidadãos transformadores.


Palavras-chave


Lei Federal 10.639/03; ensino de Química; cultura afro-brasileira e africana.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21726/rccult.v8i3.570

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