Discurso histórico, museu e memória: uma reflexão mediante três propostas museais

Caroline A. Guebert

Resumo


Este estudo foca-se na problematização das propostas de três diferentes museus paranaenses, buscando explorá-los enquanto produtores de sequências específicas acerca do patrimônio do passado: o Museu Histórico da Lapa, voltado a um evento histórico específico – o Cerco da Lapa – e suas personagens; o Museu Paranaense, que data de 1876 (foi o terceiro museu do país), cujo tema é a história do Paraná; e o pequeno Museu da Família Haas, localizado na cidade de Ponta Grossa, cuja existência e temática se baseiam numa lógica de “não esquecimento” de uma memória familiar. Os pressupostos acerca do passado, assim como a memória presente e a memória ausente, em cada instituição – pensados aqui de acordo com as considerações de Pierre Nora a respeito da memória e as assertivas de Michel de Certeau sobre a construção de dados históricos – permitem que se compreenda melhor a própria razão de ser desses museus em relação à dinâmica do campo museal brasileiro, que tem se libertado do predomínio de um discurso histórico nacionalista e elitista, rumo à democratização da memória e à abertura crescente de museus, mas que convive ainda, muitas vezes, com a ressignificação de conteúdos históricos tradicionais, em museus contemporâneos.


Palavras-chave


discurso histórico; Museu Paranaense; Museu Histórico da Lapa; memória e esquecimento; Museu da Família.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21726/rccult.v3i2.51

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