Café Ponto Chic como um espaço de memória: uma discussão sobre patrimônio cultural, convivência e o Café Senadinho

Isabella Cristina de Souza

Resumo


Na esquina das Ruas Felipe Schmidt e Trajano, em Florianópolis, foi aberta em 1948 uma cafeteria que viria a se transformar em um tradicional ponto de encontro e sociabilidade da cidade de Florianópolis: o Café Ponto Chic, mais conhecido pelo apelido de Senadinho. Após décadas atuando como um espaço constitutivo do cotidiano de muitos moradores ilhéus, o Café seria fechado, em 2004, por problemas financeiros. Alguns clientes do estabelecimento, não conformados com seu fechamento, se organizaram e criaram um movimento que procurava justificar o Café como um patrimônio da cidade, intitulado SOS Ponto Chic – Movimento Popular pela Reabertura do Café Ponto Chic. Nesse processo, diferentes discursos de patrimonialização emergiram, e neles apenas alguns marcos da trajetória do Café foram retomados e ressignificados. Nesse sentido, este artigo investiga quais são os marcos da história do Ponto Chic a que esses diferentes discursos de patrimonialização dão visibilidade, atuando no processo de “enquadramento de memória” sobre a cafeteria. Como resultado desse movimento, o Café Ponto Chic reabriu suas portas, mas com nova aparência. Também se reivindicou a construção de painéis que deveriam ser expostos no espaço do novo Café, contando a trajetória do Ponto Chic na história de Florianópolis. Tais painéis, além de enquadrar uma determinada memória sobre a cafeteria, criavam uma aura de lugar de memória e de um espaço diferenciado da cidade.

Palavras-chave


memória; patrimônio; sociabilidade; Café Ponto Chic; Florianópolis.

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DOI: http://dx.doi.org/10.21726/rccult.v3i1.35

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