A DESMATERIALIZAÇÃO DO REAL EMPRICO E SUA TRANSFIGURAÇÃO EM ESTADO DE ALMA EM MADONA DOS PRAMOS

Carmelita Rodrigues Gomes

Resumo


O presente artigo tem como pretensão fazer uma breve análise da transfiguração do real no romance Madona dos Páramos (1982) do escritor mato-grossense Ricardo Guilherme Dicke.  Observa-se, no presente romance, que os elementos da realidade exterior local, que atestam o romance como autêntico regionalista, aos poucos, passam por um processo de polimento. Primeiro, são reproduzidos de acordo com a realidade empírica, posteriormente, são enfeitados, retocadas, ampliado e, por último, atingem a condição de metáfora passam por um processo de porosidade – são transfigurados.  O objetivo do artigo, portanto, é desvendar, no tecido labiríntico e retorcido da narrativa, qual é o sentido dessas transfigurações. Primeiro, procurarei demonstrar que tais representações têm a ver com interioridade psicológica dos homens configurados no romance. Segundo, verificar em que aspecto a forma como foi configurado o assunto no romance foi um recurso projetado pelo escritor para materializar ou para reforçar a condição de queda dos personagens que ele efetivou ao colocá-los em cena. 

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DOI: http://dx.doi.org/10.21726/rccult.v2i1.106

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