A construção e a manutenção de tocas de caranguejos em um aterro em manguezal podem afetar a variabilidade espacial da macrofauna bentônica?

Jonatas Valler, Miguel Angel Alvarenga Baran, Luciano Lorenzi

Resumo


Os manguezais são amplamente conhecidos como ambientes de transição, ocupados por vegetação típica, adaptada a fundos inconsolidados predominantemente lodosos com baixos teores de oxigênio, a flutuações de salinidade e a variações nos regimes de marés em regiões costeiras. Este trabalho avaliou se a construção e a manutenção de tocas dos caranguejos afetaram espacialmente a macrofauna bentônica em uma área aterrada no manguezal do Saco do Iperoba, em São Francisco do Sul, Santa Catarina. Amostragens foram realizadas ao longo de uma faixa de manguezal, e coletaram-se amostras em substrato arenoso (aterro) e lodoso (próximo ao aterro), ambos com tocas de caranguejos. Cada setor foi dividido em três blocos amostrais, e em cada bloco selecionaram-se um ponto com toca de caranguejo e outro mais afastado, sem a presença da toca. Os resultados mostraram agrupamentos de fauna distintos, porém empobrecidos, e os efeitos sobre a macrofauna bentônica decorrentes da presença das tocas de caranguejos não foram detectados. Os substratos formaram diferentes associações de macrofauna bentônica. Verificou-se que a bioturbação dos caranguejos foi minimizada ou anulada pelo aterro. A constituição dos sedimentos e a densidade de plantas determinaram os padrões de distribuição espacial da macrofauna bentônica no manguezal.

Palavras-chave


Baía da Babitonga; bioturbação; espacialização; macrobentos; sedimento

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DOI: http://dx.doi.org/10.21726/abc.v4i2.403

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Acta Biológica Catarinense, ISSN 2358-3363, Joinville/SC, Brasil.Licença Creative Commons
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